segunda-feira, 30 de abril de 2012
Sobre serpentes e Ciência
sábado, 28 de abril de 2012
Folha de São Paulo - Católicos antiaborto voltam a distribuir panfleto contra PT em SP
Imaginem casais de hoje sem pílulas contraceptivas. Imaginem a proibição de camisinhas. Imaginem a china sem controle populacional.
A igreja sempre errou durante toda sua história. Nunca proporcionou nada à humanidade que não fosse depedência e atrasos.
Por que não aprendem? Por que não ficam de fora de assuntos seculares? Deixem que o Estado - perfeito em suas imperfeições -, ou seja, nós, assuma o comando e a responsabilidade de nossas decisões?
O Estado não tem verdades supremas, mas não buscamos e nem pregamos isso. Buscamos o melhor para o agora.
Por que dar credibilidade pra quem já errou - e erra - tanto? Por que não dar um basta?
Usados - e abusados!! - por essa instituição falha e corrupta, não deixa de ser penoso ver crentes sempre dispostos a defender sacerdotes ladrões, ganaciosos e tão dados à vaidades terrenas, de forma tão comprometida.
Leiam a matéria de Rodrigo Vizeu:
Varella diz nunca ter visto alguém se curar com a força do pensamento
Leiam esse artigo do Dráuzio que eu peguei do blog do Paulo Lopes:
Título original: A força do pensamento
por Drauzio Varella
Em 40 anos, nunca vi alguém se curar com a força do pensamento. Cometi a asneira de pronunciar essa frase numa entrevista e enfrentei a ira dos que pensam de maneira oposta.
A palavra ira, neste contexto, deve ser levada ao pé da letra. Entre os revoltados, não faltou quem me chamasse de organicista, incrédulo, prepotente, defensor de interesses corporativistas e até de imbecil. Dada a riqueza dos adjetivos a mim dedicados, vou explicar o que penso a respeito desse tema.
Antes de tudo, deixo claro que não estou em desacordo com a metáfora bíblica de que a fé remove montanhas. Não faltam exemplos de pessoas em situações adversas que, por meio da força de vontade e do empenho em busca de um ideal, realizaram proezas inimagináveis. Concordo, também, que a vontade de viver é de importância decisiva na luta pela sobrevivência. Sem ela, sequer levantamos da cama pela manhã.
Nos anos 1970, tive um paciente recém-casado, portador de câncer de testículo disseminado nos pulmões. Haviam acabado de lançar a cisplatina, nos EUA, quimioterápico que revolucionaria o tratamento desse tipo de tumor. Com dificuldade extrema, o rapaz conseguiu dinheiro para a passagem e bateu na porta do Memorial Hospital de Nova York, sozinho, sem falar inglês, com 200 dólares no bolso para custear estadia e um tratamento que não sairia por menos de 20 mil.
Voltou para o Brasil três meses mais tarde, curado. Poderíamos dizer que outro em seu lugar, sem a mesma determinação, estaria vivo até hoje? Lógico que não. A fé pode remover montanhas, como reza a metáfora.
Mas, aqui se insere a questão do tal pensamento positivo. Os que se revoltaram por ocasião da entrevista, baseiam-se em exemplos como esse para defender a teoria de que eflúvios cerebrais benfazejos têm o dom de curar enfermidades.
E é nesse ponto que nossas convicções se tornam inconciliáveis. Para mim, se Maomé não for à montanha, a montanha vir a Maomé é tão improvável quanto o Everest aparecer na janela da minha casa.
Insisti com o rapaz para se tratar em Nova York, porque não havia nem há um só caso descrito na literatura de desaparecimento espontâneo de metástases pulmonares de câncer de testículo. Todos os que morreram da doença antes do advento da quimioterapia seriam homens pulsilânimes, desprovidos do desejo de viver demonstrado por meu paciente, portanto ineptos para subjugar suas metástases às custas da positividade do pensamento?
A fé nas propriedades curativas da assim chamada energia mental tem raízes seculares. Quantos católicos foram canonizados porque lhes foi atribuído o poder espiritual de curar cegueiras, paraplegias, hanseníase e até esterilidade feminina? Quantos pastores evangélicos convencem milhões de fiéis a pagar-lhes os dízimos ao realizar façanhas semelhantes diante das câmeras de TV?
Por que a energia emanada do pensamento positivo serve apenas para curar doenças, jamais para fazer um carro andar dez metros ou um avião levantar vôo sem combustível?
Esse tipo de crendice não me incomodaria se não tivesse um lado perverso: o de atribuir ao doente a culpa duplicada por haver contraído uma doença incurável e por ser incapaz de curá-la depois de tê-la adquirido.
Responsabilizar enfermos pelos males que os afligem vai muito além de fazê-lo nos casos de câncer de pulmão em fumantes ou de infartos do miocárdio em obesos sedentários.
No passado, a hanseníase foi considerada apanágio dos ímpios; a tuberculose, conseqüência da vida desregrada; a AIDS, maldição divina para castigar os promíscuos. Coube à ciência demonstrar que duas bactérias e um vírus indiferentes às virtudes dos hospedeiros eram os agentes etiológicos dessas enfermidades.
A crença na cura pela mente e a ignorância a respeito das causas de patologias complexas como o câncer, por exemplo, são fontes inesgotáveis de preconceitos contra os que sofrem delas. Cansei de ver mulheres com câncer de mama, mortificadas por acreditar que o nódulo maligno surgiu por lidarem mal com os problemas emocionais. E de ouvir familiares recriminarem a falta de coragem para reagir, em casos de pacientes enfraquecidos a ponto de não parar em pé.
Acreditar na força milagrosa do pensamento pode servir ao sonho humano de dominar a morte. Mas, atribuir a ela tal poder é um desrespeito aos doentes graves e à memória dos que já se foram.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Mundial arrecada mais de R$ 4,5 milhões na inauguração de Megatemplo - Dá-lhe cowboy!!
No universo paralelo da fé, os caras dão mais dinheiro pro lobo, é mole??
Leiam aqui no blog do Paulo Lopes.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Mais um!
O fato é que aconteceu de novo. Aconteceu, aliás, como acontece a toda hora. Dessa vez foi em Rondônia. O pastor identificado como Alcindo C. M. (47) foi preso sob acusação de estuprar menino de cinco anos. Você pode ler a reportagem inteira aqui
O discurso é bem conhecido: “Não é por sermos sacerdotes que estamos livres do erro, do pecado”. Discordo. Quem vive apontando os erros dos outros não tem o direito de errar. Senão fica muito fácil. O dicionário dá a esse comportamento o nome de hipocrisia.
Certo jurista comentou que, na posição de magistrado, ele nunca poderia se dar ao luxo de um comportamento duvidoso. Um juiz deve levar uma vida pautada na ética nos bons costumes. Consciente de que certo e errado são conceitos bem relativos, além de estar numa posição sempre subordinada às leis existentes, ele frisou bem a importância de se levar uma vida ordeira. É como diz o ditado: à mulher do rei não basta ser honesta, ela tem que parecer honesta.
Dessa ética os sacerdotes não participam e confiam unicamente e si mesmos e na impunidade aqui da terra.
A polícia – uma instituição secular – conseguiu prender esse calhorda. Quando vamos chegar aos Edir's, aos Valdemiros???
Filme O Corpo
terça-feira, 24 de abril de 2012
Israelenses pedem que sejam registrados como "sem religião"!
Acessem o blog do Paulo Lopes
Pastor elogia os sem religiões éticos e critica canalhice de sepulcros caiados!.
Paulopes: Pastor elogia ateísmo ético e critica canalhice fe...: O pastor Ricardo Gondim está escrevendo em seu site uma série de artigos onde tem exposto o seu desencanto em relação ao que chama de “mov...
Tem até esse! O que a carência não faz, meus amigos!!
Paulopes: João de Deus tem fortuna que inclui garimpo e faze...: Médium não cobra pela consulta, mas fatura com os remédios O apego do médium João de Deus (foto) às coisas materiais fez com que ...
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Pastor da Renascer vende pulseira para reformar antena da TV Gospel - Verdadeiro Sepulcro Caiado!!
Leiam aqui:
A Religião faz mais uma vítima!
Leiam o caso do ator enforcado aqui:
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,morre-ator-enforcado-na-paixao-de-cristo,864195,0.htm
Ministério Público estuda ação para que Igreja Universal pague impostos!
Paulopes: Ministério Público estuda ação para que Igreja Uni...: O MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo estuda a possibilidade de mover uma ação para acabar com a isenção tributária da Igreja ...
sábado, 21 de abril de 2012
Paulopes: Drauzio Varella diz por que ateu desperta a ira do...
Paulopes: Drauzio Varella diz por que ateu desperta a ira do...: Título original: Intolerância religiosa por Drauzio Varella para Folha Sou ateu e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religioso...
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Dica de Livro - A Relíquia, de Eça de Queiroz
A Relíquia, de Eça de Queiroz, é uma de minhas leituras favoritas. Pra quem acha que todo clássico de literatura é monótono e de difícil leitura, este livrinho vai certamente quebrar esse tabu. Pra quem já conhece alguma obra de Eça, como O Primo Basílio – outra excelente leitura – vai ter a chance de apreciar um texto mais bem humorado e meticuloso. Na verdade, a história de Teodorico Raposo(Raposão) é de morrer de rir. Órfão criado pela tia beata, Titi, Teodorico é um divertido e interesseiro hipócrita, que, na frente da tia, segue encenando o empenho e fervor religioso na esperança de algum dia herdar os bens de Titi e, longe de seus olhos, vive como um bon vivant, cheio de mulheres e bebida.
A melhor parte do livro é quando, em peregrinação pela Terra Santa, Teodorico narra com detalhes surpreendentes acontecimentos que tomam lugar na época da crucificação de Jesus. As descrições dos lugares, das pessoas, os nomes são de uma meticulosidade tão impressionante – tanto que até rendeu uma crítica de Machado de Assis, que julgava o personagem incapaz de saber de tudo aquilo – que você acaba tendo uma aula sobre aquele período, mas tudo sempre com muita graça e humor.
Você adquirir o livro aqui:
Abraços.
Números 31 - A complicada tarefa de defender o indefesável!
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Sobre o Ateísmo militante
Para ler o artigo completo cliquem aqui:
Paulopes: Professora de inglês expulsa da classe aluno que n...
Não sou ateu
terça-feira, 17 de abril de 2012
Paulopes: Regis conta como deixou de ser Testemunha de Jeová...
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Se pagar dízimo, "tem até filme pornô!"
Verdadeiros sepulcros caiados!
sábado, 14 de abril de 2012
Ótimo filme!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Sobre novelas, reality shows e esgoto a céu aberto
É no zum-zum-zum das esquinas, nos encontros familiares e nas mesas de bar que a gente pode ter noção do que realmente o cidadão comum se preocupa. E não deixa de ser penoso constatar que assuntos ocupam boa parte do tempo das pessoas. Outro dia, no final de um bom domingo, me furtei de algum tempo para assistir a um semanário da Record, o Record News. Me surpreendeu a bela reportagem sobre a Amazônia. O tema sempre chama minha atenção. Minha sorte, no entanto, chegou ao fim quando, terminado aquele bloco, Paulo Henrique Amorim chama a reportagem a seguir: “Será que o cantor Belo está com depressão?”
Saí da sala pensativo. Meu deus, e agora? O que vou fazer se realmente o cantor Belo estiver com depressão? O que todos nós vamos fazer?? E aquilo me atingiu como um raio quando, finalmente, também como um raio, pensei: “Meu deus, quem diabos é esse cantor Belo???” E porque diabos um semanário com alcance de milhões se dá ao trabalho de produzir uma reportagem sobre o estresse do cantor?
A resposta, leitores, é simples. A audiência é certa. O cidadão comum brasileiro se ocupa cada vez mais de temas idiotas e descartáveis. A TV nos escraviza a nós todos com um lixo fétido e diário com nomes diversos: Novelas, reality shows, domingões, caldeirões e outras centenas de atrações da pior qualidade.
Estou sendo duro demais? Acho que não. Quando em vez, gosto de tomar café na tradicional padaria Pão do Gil, alí perto da Praça dos Pioneiros. Olho para nossos futuros líderes, os estudantes, dou uma outra olhada na rua, onde viaja a céu aberto o esgoto de Açailândia e não dá outra. Fico deprimido. Olho de novo as mesas e escuto por alto o que os jovens falam: Ouço um misto de facebook, big brother e outra dezenas de pequenos assuntos (tão pequenos quanto scraps) que, se juntarmos todos, só chegaremos a uma palavra: Lixo. Fico então acoado entre o esgoto a céu aberto e o esgoto dos temas das conversas de nossos jovens e, finalmente, agradeço que terminei meu café e posso agora sair.
Morador de Açailândia (sou nascido em Imperatriz MA), já há dois anos, gosto tanto daqui que não penso em deixar esta cidade por nada. Mas preciso dizer, acordo todo dia de manhã para ir ao trabalho e nenhum dia sequer me falta aquela impressão de que moro em Bangladesh. O Jardim Glória é o paradoxo do próprio nome. Não chega sequer a ser uma favela. Não é que as ruas lá sejam esburacadas. É que não há ruas de jeito nenhum. A escuridão é assustadora. Não somos servidos de água, e esgoto parece até uma palavra de outra língua.
E o que isso tem a ver com o que as pessoas assistem ou de que assuntos ocupam seu tempo? Ora, se as pessoas, principalmente a juventude, não têm a capacidade de se indignar, e preferem dedicar seu tempo à depressão do cantor Belo, significa que não há mudanças a caminho. Nossos líderes sabem muito bem que podem continuar com a podridão em que deixaram nossas ruas que ninguém irá se levantar para questionar.
A cultura sempre foi um dos mais firmes alicerces de qualquer sociedade. Weber afirmava que Roma, já corroída culturalmente por dentro, capitulava antes mesmo das invasões bárbaras. A velha loba, pobre em cultura, agonizava por dentro, ficando cada vez mais vulnerável, até seu completo desfacelamento.
Povo instruído, portanto, significa povo que cobra de seus gestores, povo que não aceita desmandos. Quem tem cultura (e me refiro aqui tanto a cultura no sentido de valores afora aqueles provenientes da formação escolar, como aqueles adquiridos na sala de aula, com a leitura de bons livros e bons jornais), tem mais poder de cobrança e é bem mais difícil de ser ludibriado com desculpas pobres e acintosas.
Povo de Açailândia, indignai-vos, pelo menos! Indignai-vos!!
Helio Wilson
Bancário
heliowillster@gmail.com



