segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sobre serpentes e Ciência


Recentemente uma reportagem exibida pela TV aberta me chamou a atenção. Na matéria, um vídeo caseiro mostrava duas adolescentes se afogando num pequeno rio  e um vulto do que seria uma enorme cobra, provavelmente uma sucuri, que aparecia de forma assustadora e rápida ao lado das garotas, que freneticamente lutavam para viver. É sabido que são raros os ataques de jiboias ou sucuris a humanos, mas o vídeo deixava poucas dúvidas e os relatos de parentes e amigos, pessoas humildes, corroboravam para o que parecia ser um feroz e letal bote animal.
Passadas algumas semanas, após as quais uma equipe de peritos analisou a filmagem do acontecido, nova reportagem foi ao ar para esclarecer o episódio. Detalhadamente, os especialistas explicaram que, ao contrário do tudo podia parecer, não havia sido cobra ou qualquer outro animal o responsável pela tragédia das adolescentes. Ao melhorar as imagens em laboratório, descobriu-se que o vulto que aparecia ao lado das crianças seria tão somente uma das mãos, a esquerda, de uma das garotas que, no desespero do afogamento, se debatia na água. Descartando a hipótese de ataque de cobra, explicaram as possibilidades que levaram as duas adolescentes ao terrível afogamento.
Sem margens para erro, encerraram um laudo técnico decisivo para o encerramento de toda a boataria que surgira desde então, esvaziando beiras de brejos por todo o país.
As famílias das adolescentes tiveram – e é aqui que fica interessante – reações diferentes ao serem informadas das conclusões da perícia. Uma das mães aceitou de imediato os resultados e agradeceu por ter, finalmente, o esclarecimento do fatídico. Estava aliviada e, embora ainda tivesse que conviver com sua perda, satisfeita com as explicações.
A crença em coisas sem fundamento, mas que trazem consolo em momentos difíceis, é algo bem conhecido na humanidade. Na falta da razão, nós humanos, fracos que somos, capitulamos ante as mais fantasiosas explicações disponíveis. Foi assim com o homem primitivo, que tinha a seca como castigo divino, e é assim hoje.
A outra mãe, ao ser oferecida as conclusões de especialistas, recusou-as de pronto. Não podia aceitar que sua filha tenha se afogado puro e simplesmente . Era certo que um ser demoníaco, a cobra, tinha se lançado para devorar sua pequena e indefesa filha.
Embora esse comportamento assustador seja comum e bem mais visível em pessoas de baixa escolaridade, não é exclusiva destes.  E isso é o que torna mais claro o quanto o homem é fraco diante do caos que é o mundo.
Em certo sentido, o ser humano é a mãe sofredora que recusa evidências científicas quanto a nossa existência. É bem mais confortante imaginar céu e inferno, Adão e Eva, castigo e milagre do que aceitar a indiferença da natureza para com o homem. Egoístas e medrosos, ainda hoje atribuímos a “pecados” cometidos doenças causadas pelo que a ciência já nos diz a dezenas de anos os motivos.
 E é dessa fraqueza que instituições pródigas em mentiras e aproveitadores de todo o tipo sobrevivem. Argumenta-se em favor dessas instituições a eterna carência humana. Mas o ser humano já há muito está preparado para uma época de razão.
A pergunta diante de adversidade, então, ao contrário de um vitimista “por que eu?” transforma-se num realista “por que não eu?
De forma bem simples, poderíamos bem ver que não há nem nunca houve e nunca haverá ser humano que não tenha enfrentado adversidades, que seja imune a dificuldades cotidianas pelo fato deste seguir ou deixar de seguir esta ou aquela filosofia de vida. Sabe-se, por outro lado, que se há algo que nos nivela a todos é justamente o quão somos passivos de toda e qualquer adversidade. Só temos que aceitar isso.

                                                                                         


sábado, 28 de abril de 2012

Folha de São Paulo - Católicos antiaborto voltam a distribuir panfleto contra PT em SP

Não aprendem.

Imaginem casais de hoje sem pílulas contraceptivas. Imaginem a proibição de camisinhas. Imaginem a china sem controle populacional.   

A igreja sempre errou durante toda sua história. Nunca proporcionou nada à humanidade que não fosse depedência e atrasos.

Por que não aprendem? Por que não ficam de fora de assuntos seculares? Deixem que o Estado - perfeito em suas imperfeições -, ou seja, nós, assuma o comando e a responsabilidade de nossas decisões?

O Estado não tem verdades supremas, mas não buscamos e nem pregamos isso. Buscamos o melhor para o agora.

Por que dar credibilidade pra quem já errou - e erra - tanto? Por que não dar um basta?

Usados - e abusados!! - por essa instituição falha e corrupta, não deixa de ser penoso ver crentes sempre dispostos a defender sacerdotes ladrões, ganaciosos e tão dados à vaidades terrenas, de forma tão comprometida.

Leiam a matéria de  Rodrigo Vizeu:

Varella diz nunca ter visto alguém se curar com a força do pensamento

Dráuzio Varella podia ser só mais uma celebridade. Médico famoso com obras publicadas e frequente na televisão, sua imagem sempre foi bem recebida entre brasileiros. Mas isso pode ter um fim por um motivo bobo que todos os dias descrentes enfrentam: Alguém pergunta sobre suas crenças e descrenças pessoais e...voilá, nasce um persona non grata.

Leiam esse artigo do  Dráuzio que eu peguei do blog do Paulo Lopes:

Título original: A força do pensamento

por Drauzio Varella

Em 40 anos, nunca vi alguém se curar com a força do pensamento. Cometi a asneira de pronunciar essa frase numa entrevista e enfrentei a ira dos que pensam de maneira oposta.

A palavra ira, neste contexto, deve ser levada ao pé da letra. Entre os revoltados, não faltou quem me chamasse de organicista, incrédulo, prepotente, defensor de interesses corporativistas e até de imbecil. Dada a riqueza dos adjetivos a mim dedicados, vou explicar o que penso a respeito desse tema.

Antes de tudo, deixo claro que não estou em desacordo com a metáfora bíblica de que a fé remove montanhas. Não faltam exemplos de pessoas em situações adversas que, por meio da força de vontade e do empenho em busca de um ideal, realizaram proezas inimagináveis. Concordo, também, que a vontade de viver é de importância decisiva na luta pela sobrevivência. Sem ela, sequer levantamos da cama pela manhã.

Nos anos 1970, tive um paciente recém-casado, portador de câncer de testículo disseminado nos pulmões. Haviam acabado de lançar a cisplatina, nos EUA, quimioterápico que revolucionaria o tratamento desse tipo de tumor. Com dificuldade extrema, o rapaz conseguiu dinheiro para a passagem e bateu na porta do Memorial Hospital de Nova York, sozinho, sem falar inglês, com 200 dólares no bolso para custear estadia e um tratamento que não sairia por menos de 20 mil.

Voltou para o Brasil três meses mais tarde, curado. Poderíamos dizer que outro em seu lugar, sem a mesma determinação, estaria vivo até hoje? Lógico que não. A fé pode remover montanhas, como reza a metáfora.

Mas, aqui se insere a questão do tal pensamento positivo. Os que se revoltaram por ocasião da entrevista, baseiam-se em exemplos como esse para defender a teoria de que eflúvios cerebrais benfazejos têm o dom de curar enfermidades.

E é nesse ponto que nossas convicções se tornam inconciliáveis. Para mim, se Maomé não for à montanha, a montanha vir a Maomé é tão improvável quanto o Everest aparecer na janela da minha casa.

Insisti com o rapaz para se tratar em Nova York, porque não havia nem há um só caso descrito na literatura de desaparecimento espontâneo de metástases pulmonares de câncer de testículo. Todos os que morreram da doença antes do advento da quimioterapia seriam homens pulsilânimes, desprovidos do desejo de viver demonstrado por meu paciente, portanto ineptos para subjugar suas metástases às custas da positividade do pensamento?

A fé nas propriedades curativas da assim chamada energia mental tem raízes seculares. Quantos católicos foram canonizados porque lhes foi atribuído o poder espiritual de curar cegueiras, paraplegias, hanseníase e até esterilidade feminina? Quantos pastores evangélicos convencem milhões de fiéis a pagar-lhes os dízimos ao realizar façanhas semelhantes diante das câmeras de TV?

Por que a energia emanada do pensamento positivo serve apenas para curar doenças, jamais para fazer um carro andar dez metros ou um avião levantar vôo sem combustível?

Esse tipo de crendice não me incomodaria se não tivesse um lado perverso: o de atribuir ao doente a culpa duplicada por haver contraído uma doença incurável e por ser incapaz de curá-la depois de tê-la adquirido.

Responsabilizar enfermos pelos males que os afligem vai muito além de fazê-lo nos casos de câncer de pulmão em fumantes ou de infartos do miocárdio em obesos sedentários.

No passado, a hanseníase foi considerada apanágio dos ímpios; a tuberculose, conseqüência da vida desregrada; a AIDS, maldição divina para castigar os promíscuos. Coube à ciência demonstrar que duas bactérias e um vírus indiferentes às virtudes dos hospedeiros eram os agentes etiológicos dessas enfermidades.

A crença na cura pela mente e a ignorância a respeito das causas de patologias complexas como o câncer, por exemplo, são fontes inesgotáveis de preconceitos contra os que sofrem delas. Cansei de ver mulheres com câncer de mama, mortificadas por acreditar que o nódulo maligno surgiu por lidarem mal com os problemas emocionais. E de ouvir familiares recriminarem a falta de coragem para reagir, em casos de pacientes enfraquecidos a ponto de não parar em pé.

Acreditar na força milagrosa do pensamento pode servir ao sonho humano de dominar a morte. Mas, atribuir a ela tal poder é um desrespeito aos doentes graves e à memória dos que já se foram.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mundial arrecada mais de R$ 4,5 milhões na inauguração de Megatemplo - Dá-lhe cowboy!!

Falei pra vocês que nada abala a fé doentia do povo! No meu mundo funciona assim: Vejo o discurso do Demostenes e gosto. Apoio o cara. Voto nele. Ele se envolve em corrupção e eu o mando pra PQP!! e fico torcendo pra que ele seja preso!



No universo paralelo da fé, os caras dão mais dinheiro pro lobo, é mole??

Leiam  aqui   no blog do Paulo Lopes.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mais um!

Católicos vão dar graças a Deus por não se tratar de mais um caso envolvendo padres. Pastores vão usar o mesmo e esfarrapado argumento de perseguição. E fieis...bom, fieis nem sequer vão ler a notícia.

O fato é que aconteceu de novo. Aconteceu, aliás, como acontece a toda hora. Dessa vez foi em Rondônia. O pastor identificado como Alcindo C. M. (47) foi preso sob acusação de estuprar menino de cinco anos. Você pode ler a reportagem inteira aqui


O mais incrível é que os irmãos em fé acobertavam o pastor. Essa atitude de imoral complacência é repetida todos os dias no Congresso Nacional. A bancada evangélica, sempre muito preocupada em coar o mosquito, vive engolindo camelos de corrupção.

O discurso é bem conhecido: “Não é por sermos sacerdotes que estamos livres do erro, do pecado”. Discordo. Quem vive apontando os erros dos outros não tem o direito de errar. Senão fica muito fácil. O dicionário dá a esse comportamento o nome de hipocrisia.

Certo jurista comentou que, na posição de magistrado, ele nunca poderia se dar ao luxo de um comportamento duvidoso. Um juiz deve levar uma vida pautada na ética nos bons costumes. Consciente de que certo e errado  são conceitos bem relativos, além de estar numa posição sempre subordinada às leis existentes, ele frisou bem a importância de se levar uma vida ordeira. É como diz o ditado: à mulher do rei não basta ser honesta, ela tem que parecer honesta.

Dessa ética os sacerdotes não participam e confiam unicamente e si mesmos e na impunidade aqui da terra.

A polícia – uma instituição secular – conseguiu prender esse calhorda. Quando vamos chegar aos Edir's, aos Valdemiros???

Filme O Corpo


O que aconteceria se algum arqueólogo famoso fosse à televisão e noticiasse que encontraram vestígios incontestáveis da existência de Jesus, mas que, ao contrário do contado nos evangelhos,  evidências mostravam que não teria havido ressurreição? O que aconteceria se este arqueólogo afirmasse que teria achado provas de que aquela história do livro de Dan Brown, o Código da Vinci, é verídica?
 
Sem seguir exatamente esse roteiro, o filme O Corpo , com Antonio Bandeiras, explora uma versão igualmente assustadora que poderia fazer tremer as bases do cristianismo. Neste filme, Olivia Willians faz o papel de uma arqueóloga que encontra, durante uma expedição, um corpo de um crucificado que indica ser do primeiro século antes de cristo. O Vaticano, então, envia um padre – Antonio Bandeiras – para investigar se o tal corpo é ou não de Jesus, o cristo.


O filme não é novo, mas vale a pena de ser visto. Eu sempre gostei do tema. Mas se você começou a viajar sobre a hipótese, pensando como seria se algumas dessas teorias fossem verdade, não se engane. A fé não depende de evidências e sobreviveria incólume e irracional a qualquer descoberta - descobertas, aliás, que existem aos montes –  científica que ameaçasse sua existência.

Não vamos longe. Peguemos um caso bem fresquinho, o do cowboy Waldemiro Santiago. Um charlatão profissional que afirma curar tudo – a não ser ele mesmo – de todos e arrebanha milhões.  Recentemente seu outrora mentor e agora desafeto, o igualmente sujo, Edir Macedo, desmascarou o destino do suado dízimo dos fieis: os bons e velhos prazeres terrenos. O que aconteceu? Nada, nadinha. Nem um abalozinho na fé do povo. Eu mesmo ouvi de muita gente que o cara estava sendo era perseguido, que aquilo tudo era mentira e tal. Ouvi isso de pessoas que tiram dinheiro da comida da boca dos filhos para lotar os currais do apóstolo.

Ou seja, podem encontrar  um livro escrito pelo próprio Jesus, quando ele já estava velho, dizendo que tudo aquilo foi uma armação, que os crentes não vão dar a mínima. O povo acredita em Adão e Eva!!!

Portanto, assistam ao filme, mas desviem-se da fé de que – pelo menos num futuro próximo – ficaremos livres dos sepulcros.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Israelenses pedem que sejam registrados como "sem religião"!

Do blog do Paulo Lopes, sobre um artigo de Guila Flint para BBC Brasil.

Nenhum povo tem mais direito (e motivos) para ser totalmente livre de crendices do que o povo judeu. Não só pelas atrocidades praticadas por eles mesmos contra todo e qualquer povo não circuncidado nos tempos abraâmicos, mas também, claro, pelo terrível holocausto que eles sofreram nas mãos dos nazistas. Há quem diga que Auschwitz é prova inconstestável da inexistência de um ser divino. 

Mas como nós, seres humanos, teimamos em acreditar em leviatãs mesmo com Auschwitz e Números 31, eu mesmo fiquei espantado quando há alguns anos conheci um israelense que se auto intitulava ateu.  Era a pessoa mais bacana do mundo e sempre me ganhava no xadrez. 

Pois é, quem desconhece o perigo de se viver num estado teocrático, deve ler esse artigo. Mas não vale ler e dizer: "ah, mas isso é porquê não são cristãos!!!".

Acessem o blog do Paulo Lopes

Pastor elogia os sem religiões éticos e critica canalhice de sepulcros caiados!.

Tenho acompanhado a saga desse ex-pastor, Ricardo Gondim, e preciso dizer, é de dar dó! Todo mundo que decidiu começar a pensar por si e abandonou as muletas passa por isso. O cara está sendo perseguido, xigado e ameaçado. Ele escreve um blog onde tem postado uma série de artigos onde relata seu - só para usar uma palavra do meio - martírio. Leiam:

Paulopes: Pastor elogia ateísmo ético e critica canalhice fe...: O pastor Ricardo Gondim está escrevendo em seu site uma série de artigos onde tem exposto o seu desencanto em relação ao que chama de “mov...

Tem até esse! O que a carência não faz, meus amigos!!

 Desse post os protestantes vão gostar, porque o cara se diz médium e médium, como todos sabemos, no dicionário cristão significa Diabo...Leiam o post:


Paulopes: João de Deus tem fortuna que inclui garimpo e faze...: Médium não cobra pela consulta,  mas fatura  com os remédios O apego do médium João de Deus (foto) às coisas materiais fez com que ...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pastor da Renascer vende pul­seira para reformar antena da TV Gospel - Verdadeiro Sepulcro Caiado!!

 É mole?? O cara já foi até preso - nossa, vão falar que Paulo, o misógino, quer dizer o apóstolo, também foi preso, sem nem querer saber o motivo - e ainda passa sacolinha. Êê, povo, abre o olho!!

Leiam aqui:
 

A Religião faz mais uma vítima!

Um ator que interpretava Judas numa encenação religiosa morreu enforcado ao - aparentemente - errar o nó. Ninguém sequer tentou ajudá-lo, pois, como é óbvio, a tarefa dele era ser o mais convicente possível. É uma tragédia. Mas também é algo para ser pensado. É difícil de entender o que faz pessoas gostarem de reviver esse mito do imaginário cristão. Sabe-se que em outros lugares alguns fieis mais comprometidos com o divino pregam-se em cruzes numa bizarrice primitiva e sem sentido. 

A igreja deveria ser responsabilizada diretamente por esse tipo de barbárie induzida, pois tendo o poder de intervir e dizer que ninguém vai pro céu por ser débil (aliás, segundo a Bíblia, ninguém vai pro céu, muito menos débeis), prefere sobreviver às custas dessa debilidade. 

Sacerdotes, vão pra casa! Fechem seus livros, abandonem o púlpito e digam para pessoas o que vocês já sabem:  "Não somos capazes de liderá-los "espirutualmente", ou seja lá o que for. Vamos todos para casa cuidar de nossas famílias e amigos. Cuidar do meio ambiente. Leiam bons livros, escutem boas músicas. Tentem viver de uma forma melhor sem necessidade dessa escora, dessa muleta dessa brincadeira que nós inventamos e que já não tem graça. Quer dizer, nunca teve, mas já não é mais necessária. Quer dizer, nunca foi, mas....bom, vão pra casa. E a parte mais difícil, agora: Vocês estão liberados do dízimo! Isso mesmo, acabou essa maluquice!! Me encontrem então naquele simpático bar da esquina pra gente comemorar a alforria e começar a viver realmente!"

Leiam o caso do ator enforcado aqui:

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,morre-ator-enforcado-na-paixao-de-cristo,864195,0.htm

Ministério Público estuda ação para que Igreja Universal pague impostos!

Só muita carência pra não ver quanta vigarice é esse negócio. Igrejas tinham que ter o controle cerrado do Estado. Como isso não vai acontecer (vivemos num Estado Democrático), só uma coisa pode combater esse tipo de máfia: A educação. E nisso o Estado pode e deve intervir. Ao fazer o seu papel de levar uma boa educação nas escolas (como o ensino do evolucionismo e a obediência ao art. 19 da CF) com o tempo a religião vai ser o que a mitologia é hoje. Leia esse artigo do Paulo Lopes:

 
Paulopes: Ministério Público estuda ação para que Igreja Uni...: O MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo estuda a possibilidade de mover uma ação para acabar com a isenção tributária da Igreja ...

sábado, 21 de abril de 2012

Paulopes: Drauzio Varella diz por que ateu desperta a ira do...

Dráuzio Varella é um proeminente médico brasileiro que se tornou conhecido pelo livro - muito bom, por sinal - Carandiru. Tem um vídeo dele no youtube, no qual ele se manifesta acerca de intolerância religiosa. Nesse artigo, ele fala mais sobre o tema, além de esclarecer suas próprias convicções. Vale a pena ler!!


Paulopes: Drauzio Varella diz por que ateu desperta a ira do...: Título original: Intolerância religiosa por Drauzio Varella para Folha Sou ateu e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religioso...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dica de Livro - A Relíquia, de Eça de Queiroz



A Relíquia, de Eça de Queiroz, é uma de minhas leituras favoritas. Pra quem acha que todo clássico de literatura é monótono e de difícil leitura, este livrinho vai certamente quebrar esse tabu. Pra quem já conhece alguma obra de Eça, como O Primo Basílio – outra excelente leitura – vai ter a chance de apreciar um texto mais bem humorado e meticuloso. Na verdade, a história de Teodorico Raposo(Raposão) é de morrer de rir. Órfão criado pela tia beata, Titi, Teodorico é um divertido e interesseiro hipócrita, que, na frente da tia, segue encenando o empenho e fervor religioso na esperança de algum dia herdar os bens de Titi e, longe de seus olhos, vive como um bon vivant, cheio de mulheres e bebida.

A melhor parte do livro é quando, em peregrinação pela Terra Santa, Teodorico narra com detalhes surpreendentes acontecimentos que tomam lugar na época da crucificação de Jesus. As descrições dos lugares, das pessoas, os nomes são de uma meticulosidade tão impressionante – tanto que até rendeu uma crítica de Machado de Assis, que julgava o personagem incapaz de saber de tudo aquilo – que você acaba tendo uma aula sobre aquele período, mas tudo sempre com muita graça e humor.
Meu trecho favorito é o diálogo – num sonho de Raposão - entre Teodorico e o Diabo. É simplesmente hilário.
Também é divertido como, no final de sua peregrinação, Eça dá um jeitinho para conciliar a versão bíblica da ressurreição e o caminho alternativo explorado por diversos estudiosos, inclusive abordado em livros mais populares como o Código da Vinci, de Dan Brown.
A Relíquia serve como ótimo livro de cabeceira. Aprecie com tempo e à vontade. Mas um aviso: Tenha sempre a mente aberta, senão você larga o livro no segundo capítulo. 
Você adquirir o livro aqui:
 
Abraços.

Números 31 - A complicada tarefa de defender o indefesável!


Não há, talvez, em toda a Bíblia, episódio que traga mais dificuldade para os cristãos do que aquele que ficou conhecido como a Vingança dos Midianitas, descrito no livro de Números em seu capítulo 31. As tentativas de defender o indefensável são ridículas,

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sobre o Ateísmo militante

Pois é. Naquele meu texto - "Não sou Ateu" - falei um pouco sobre o ateísmo militante e como ele guarda elementos facilmente encontrados em qualquer religião, muito embora a semelhança não passe disso mesmo. Para minha surpresa, acabo de ler um artigo na Folha escrito por Rafael Garcia que aprofunda um pouco o assunto. No final, ele também deixa escapar que sente certo incômodo com a situação. O fato é que ateus não querem ou esperam absolutamente nada que não seja o simples direito de existir e de serem visto como qualquer outra pessoa. Ocorre que  - como que acoados -  com a visível guerra declarada, muitos grupos ateístas têm pintado o ateu como alguém moralmente perfeito, incapaz de incorrer em erros bem comuns do religioso comum. Ou seja, exatamente o que um sepulcro caiado faz.

É importante que esses grupos ajustem o discurso. Não é depreciando ou subjugando o religioso que irão avançar nas justas mudanças que precisam urgentemente ocorrer na ordem mundial. Proselitismo sem fundamento é o pano de fundo de qualquer religião. Pessoas não devem abandonar seus movimentos religiosos por birra, mágoa ou desilusão. O afastamento de movimentos folclóricos deve ocorrer por um só motivo: Razão!

Para ler o artigo completo cliquem aqui:

Paulopes: Professora de inglês expulsa da classe aluno que n...

Paulopes: Professora de inglês expulsa da classe aluno que n...: Na semana passada, uma professora de inglês do Colégio Estadual General Carneiro, de Roncador (PR), expulsou da classe um aluno de 16 anos ...

Não sou ateu



Nunca gostei da palavra ateu. Talvez até por auto preservação, visto que declarar-se ateu no Brasil é quase equivalente a ser uma boticária na idade média ou, guardadas as proporções óbvias – é mais que provável que não se volte a usar câmaras de gás no mundo! –, um judeu na Alemanha nazista. Também etimologicamente eu nunca vi seu uso como uma forma correta de expressão, o que nos leva inevitavelmente à pergunta para afirmação positiva do título desse ensaio. Quando alguém pergunta, portanto, “você acredita em deus?” e esse alguém é cristão, é óbvio que esta pessoa não quer saber se eu acredito em shiva, ou em tupã, ou em baco. Na verdade, propor esse tipo de exercício mental pode até levar esta pessoa a agir de forma violenta e mesmo repensar o nível de proximidade entre os dois – acreditem, já passei por isso algumas dezenas de vezes!

terça-feira, 17 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Se pagar dízimo, "tem até filme pornô!"

Os fieis da Igreja Universal que vivem como detentos no inferno da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá podem - contanto que paguem em dias o sagrado dízimo - desfrutar de benesses divinas. Tais benesses podem incluir até a exibição de filmes pornô, como aponta reportagem do site de notícias 24 horanews 
(disponível em http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=409372). 

O paraíso, no entanto, está sob ameaça do incrédulo Ministério Público Estadual, que já investiga o assunto. 

É ou não é de morrer de rir? Por isso eu digo, sai pra lá, sepulcro caiado!!

Verdadeiros sepulcros caiados!



Tenho pensado muito sobre o que define uma pessoa, sobre o que nos leva a classificar alguém como um bom ser humano e o que, ao contrário, nos leva a julgar nosso próximo como mau e ao desfecho que chegaremos com tal exercício. É uma tarefa complicada, sobretudo porque ao arriscar dar tal definição, a atitude de fazê-lo levando em conta exclusivamente nosso eu é tentadora. Nesse caso, nosso julgamento nasceria viciado, pois entraríamos no debate do que é bom e do que é mau, definições bem relativas, sujeitas a elementos geográficos, culturais e

sábado, 14 de abril de 2012

Ótimo filme!

Ao contrário do que alguns críticos aqui no Brasil – e era até de se esperar! – dizem, o Primeiro Mentiroso (The invention of lying – Rick Gervais, 2009) é um filme que vale a pena assistir. Se fosse um suspense, ficaria bem ao nível de A Vila, do diretor M Shyamalan. Sendo uma comédia inglesa, temos que fazer algumas concessões, mas nada que lhe tire o mérito.

O Primeiro Mentiroso conta a história de um escritor fracassado num mundo frio e cruel onde todos só falam a verdade. Não se conhece esse útil artifício chamado mentira. Desempregado, com o aluguel atrasado, feio e apaixonado ele, num ato de piedade pela mãe, conta-lhe a primeira mentira, sem nem saber do que se trata. Sua vida toma, então, um novo rumo em situações repletas de boas doses de humor.
Este filme, além nos render boas gargalhadas, nos leva às bases da religião – tema também explorado na película – e nada se perde em apreciá-lo até o final.
Como não há salas de cinema aqui em Açailândia, curti o filme aqui em casa mesmo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sobre novelas, reality shows e esgoto a céu aberto

É no zum-zum-zum das esquinas, nos encontros familiares e nas mesas de bar que a gente pode ter noção do que realmente o cidadão comum se preocupa. E não deixa de ser penoso constatar que assuntos ocupam boa parte do tempo das pessoas. Outro dia, no final de um bom domingo, me furtei de algum tempo para assistir a um semanário da Record, o Record News. Me surpreendeu a bela reportagem sobre a Amazônia. O tema sempre chama minha atenção. Minha sorte, no entanto, chegou ao fim quando, terminado aquele bloco, Paulo Henrique Amorim chama a reportagem a seguir: “Será que o cantor Belo está com depressão?”

Saí da sala pensativo. Meu deus, e agora? O que vou fazer se realmente o cantor Belo estiver com depressão? O que todos nós vamos fazer?? E aquilo me atingiu como um raio quando, finalmente, também como um raio, pensei: “Meu deus, quem diabos é esse cantor Belo???” E porque diabos um semanário com alcance de milhões se dá ao trabalho de produzir uma reportagem sobre o estresse do cantor?

A resposta, leitores, é simples. A audiência é certa. O cidadão comum brasileiro se ocupa cada vez mais de temas idiotas e descartáveis. A TV nos escraviza a nós todos com um lixo fétido e diário com nomes diversos: Novelas, reality shows, domingões, caldeirões e outras centenas de atrações da pior qualidade.

Estou sendo duro demais? Acho que não. Quando em vez, gosto de tomar café na tradicional padaria Pão do Gil, alí perto da Praça dos Pioneiros. Olho para nossos futuros líderes, os estudantes, dou uma outra olhada na rua, onde viaja a céu aberto o esgoto de Açailândia e não dá outra. Fico deprimido. Olho de novo as mesas e escuto por alto o que os jovens falam: Ouço um misto de facebook, big brother e outra dezenas de pequenos assuntos (tão pequenos quanto scraps) que, se juntarmos todos, só chegaremos a uma palavra: Lixo. Fico então acoado entre o esgoto a céu aberto e o esgoto dos temas das conversas de nossos jovens e, finalmente, agradeço que terminei meu café e posso agora sair.

Morador de Açailândia (sou nascido em Imperatriz MA), já há dois anos, gosto tanto daqui que não penso em deixar esta cidade por nada. Mas preciso dizer, acordo todo dia de manhã para ir ao trabalho e nenhum dia sequer me falta aquela impressão de que moro em Bangladesh. O Jardim Glória é o paradoxo do próprio nome. Não chega sequer a ser uma favela. Não é que as ruas lá sejam esburacadas. É que não há ruas de jeito nenhum. A escuridão é assustadora. Não somos servidos de água, e esgoto parece até uma palavra de outra língua.

E o que isso tem a ver com o que as pessoas assistem ou de que assuntos ocupam seu tempo? Ora, se as pessoas, principalmente a juventude, não têm a capacidade de se indignar, e preferem dedicar seu tempo à depressão do cantor Belo, significa que não há mudanças a caminho. Nossos líderes sabem muito bem que podem continuar com a podridão em que deixaram nossas ruas que ninguém irá se levantar para questionar.

A cultura sempre foi um dos mais firmes alicerces de qualquer sociedade. Weber afirmava que Roma, já corroída culturalmente por dentro, capitulava antes mesmo das invasões bárbaras. A velha loba, pobre em cultura, agonizava por dentro, ficando cada vez mais vulnerável, até seu completo desfacelamento.

Povo instruído, portanto, significa povo que cobra de seus gestores, povo que não aceita desmandos. Quem tem cultura (e me refiro aqui tanto a cultura no sentido de valores afora aqueles provenientes da formação escolar, como aqueles adquiridos na sala de aula, com a leitura de bons livros e bons jornais), tem mais poder de cobrança e é bem mais difícil de ser ludibriado com desculpas pobres e acintosas.

Povo de Açailândia, indignai-vos, pelo menos! Indignai-vos!!


Helio Wilson

Bancário

heliowillster@gmail.com