quinta-feira, 26 de abril de 2012

Mais um!

Católicos vão dar graças a Deus por não se tratar de mais um caso envolvendo padres. Pastores vão usar o mesmo e esfarrapado argumento de perseguição. E fieis...bom, fieis nem sequer vão ler a notícia.

O fato é que aconteceu de novo. Aconteceu, aliás, como acontece a toda hora. Dessa vez foi em Rondônia. O pastor identificado como Alcindo C. M. (47) foi preso sob acusação de estuprar menino de cinco anos. Você pode ler a reportagem inteira aqui


O mais incrível é que os irmãos em fé acobertavam o pastor. Essa atitude de imoral complacência é repetida todos os dias no Congresso Nacional. A bancada evangélica, sempre muito preocupada em coar o mosquito, vive engolindo camelos de corrupção.

O discurso é bem conhecido: “Não é por sermos sacerdotes que estamos livres do erro, do pecado”. Discordo. Quem vive apontando os erros dos outros não tem o direito de errar. Senão fica muito fácil. O dicionário dá a esse comportamento o nome de hipocrisia.

Certo jurista comentou que, na posição de magistrado, ele nunca poderia se dar ao luxo de um comportamento duvidoso. Um juiz deve levar uma vida pautada na ética nos bons costumes. Consciente de que certo e errado  são conceitos bem relativos, além de estar numa posição sempre subordinada às leis existentes, ele frisou bem a importância de se levar uma vida ordeira. É como diz o ditado: à mulher do rei não basta ser honesta, ela tem que parecer honesta.

Dessa ética os sacerdotes não participam e confiam unicamente e si mesmos e na impunidade aqui da terra.

A polícia – uma instituição secular – conseguiu prender esse calhorda. Quando vamos chegar aos Edir's, aos Valdemiros???

Nenhum comentário:

Postar um comentário